O abandono dos refugiados pelas lideranças mundiais condena milhões de pessoas

Os líderes do mundo estão condenando milhões de refugiados a uma existência insuportável e milhares de pessoas à morte ao não lhes proporcionar proteção humanitária, declarou hoje a Anistia Internacional na apresentação de um novo documento em Beirute, por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho.

A crise mundial de refugiados: Uma conspiração para o abandono explora o enorme sofrimento de milhões de refugiados, do Líbano ao Quênia, do mar de Andaman ao Mediterrâneo, e apela por uma mudança radical na forma em que o mundo aborda o problema dos refugiados.

África: Crises esquecidas

Há mais de três milhões de refugiados na África Subsaariana. A eclosão de combates em países como Sudão do Sul e República Centro-Africana provocaram o aumento do número de pessoas em movimento que foge dos conflitos e da perseguição. Dos primeiros 10 países de origem de refugiados no mundo, cinco estão na África Subsaariana. Quatro dos 10 países que mais refugiados acolhem também estão nesta região.

Os conflitos e crises na região provocaram a entrada de refugiados nos países vizinhos, muitos dos quais já acolhem dezenas de milhares de refugiados de longa duração procedentes de países como Somália, Sudão, Eritréia e Etiópia, entre outros.

Em algumas destas situações, como as do Sudão do Sul e do Sudão, os refugiados estão em países que sofrem, por sua vez, com conflitos.

A crise de refugiados da África recebe pouca ou nenhuma atenção nos foros políticos regionais ou mundiais. Em 2013, foram reassentados menos de 15.000 refugiados procedentes de países africanos, e os apelos humanitários da ONU não recebem fundos suficientes. Por exemplo, em consequência do conflito que teve início no Sudão do Sul em dezembro de 2013, mais de 550.000 pessoas se converteram em refugiadas, a maioria das quais está, agora, na Etiópia, Sudão, Quênia e Uganda. Em 3 de junho de 2015, somente estavam sendo financiados 11 por cento do plano de resposta regional da ONU para os refugiados do Sudão do Sul.

A Kurdish refugee boy from the Syrian town of Kobani holds onto a fence that surrounds a refugee camp in the border town of Suruc, Sanliurfa province November 3, 2014.  REUTERS/Yannis Behrakis (TURKEY - Tags: TPX IMAGES OF THE DAY CONFLICT POLITICS CIVIL UNREST) - RTR4CLQC

A Kurdish refugee boy from the Syrian town of Kobani holds onto a fence that surrounds a refugee camp in the border town of Suruc, Sanliurfa province November 3, 2014. REUTERS/Yannis Behrakis (TURKEY – Tags: TPX IMAGES OF THE DAY CONFLICT POLITICS CIVIL UNREST) – RTR4CLQC

 

Fonte: https://anistia.org.br/noticias/o-abandono-dos-refugiados-pelas-liderancas-mundiais-condena-milhoes-de-pessoas/

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