O abandono dos refugiados pelas lideranças mundiais condena milhões de pessoas

Os líderes do mundo estão condenando milhões de refugiados a uma existência insuportável e milhares de pessoas à morte ao não lhes proporcionar proteção humanitária, declarou hoje a Anistia Internacional na apresentação de um novo documento em Beirute, por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho.

A crise mundial de refugiados: Uma conspiração para o abandono explora o enorme sofrimento de milhões de refugiados, do Líbano ao Quênia, do mar de Andaman ao Mediterrâneo, e apela por uma mudança radical na forma em que o mundo aborda o problema dos refugiados.

África: Crises esquecidas

Há mais de três milhões de refugiados na África Subsaariana. A eclosão de combates em países como Sudão do Sul e República Centro-Africana provocaram o aumento do número de pessoas em movimento que foge dos conflitos e da perseguição. Dos primeiros 10 países de origem de refugiados no mundo, cinco estão na África Subsaariana. Quatro dos 10 países que mais refugiados acolhem também estão nesta região.

Os conflitos e crises na região provocaram a entrada de refugiados nos países vizinhos, muitos dos quais já acolhem dezenas de milhares de refugiados de longa duração procedentes de países como Somália, Sudão, Eritréia e Etiópia, entre outros.

Em algumas destas situações, como as do Sudão do Sul e do Sudão, os refugiados estão em países que sofrem, por sua vez, com conflitos.

A crise de refugiados da África recebe pouca ou nenhuma atenção nos foros políticos regionais ou mundiais. Em 2013, foram reassentados menos de 15.000 refugiados procedentes de países africanos, e os apelos humanitários da ONU não recebem fundos suficientes. Por exemplo, em consequência do conflito que teve início no Sudão do Sul em dezembro de 2013, mais de 550.000 pessoas se converteram em refugiadas, a maioria das quais está, agora, na Etiópia, Sudão, Quênia e Uganda. Em 3 de junho de 2015, somente estavam sendo financiados 11 por cento do plano de resposta regional da ONU para os refugiados do Sudão do Sul.

A Kurdish refugee boy from the Syrian town of Kobani holds onto a fence that surrounds a refugee camp in the border town of Suruc, Sanliurfa province November 3, 2014.  REUTERS/Yannis Behrakis (TURKEY - Tags: TPX IMAGES OF THE DAY CONFLICT POLITICS CIVIL UNREST) - RTR4CLQC

A Kurdish refugee boy from the Syrian town of Kobani holds onto a fence that surrounds a refugee camp in the border town of Suruc, Sanliurfa province November 3, 2014. REUTERS/Yannis Behrakis (TURKEY – Tags: TPX IMAGES OF THE DAY CONFLICT POLITICS CIVIL UNREST) – RTR4CLQC

 

Fonte: https://anistia.org.br/noticias/o-abandono-dos-refugiados-pelas-liderancas-mundiais-condena-milhoes-de-pessoas/

A África não está à venda (#AfricaNot4Sale)

Jovens líderes africanos lançam campanha sobre prestação de contas das empresas e direito ao desenvolvimento.

Children in school© Kadir van Lohuizen/NOOR

Os dirigentes políticos africanos e as grandes empresas devem parar de vender o futuro da juventude do continente e começar a promover modelos de crescimento alternativos baseados no empoderamento da juventude, o desenvolvimento humano e os direitos humanos, afirmou na sexta (10) a Anistia Internacional e a Iniciativa Sociedade Aberta para África Austral na apresentação da nova campanha #AfricaNot4Sale (África não está à venda) em Johanesburgo.

A mesa redonda critica a narrativa “Africa Rising” (África se levanta) de um futuro exclusivamente baseado no crescimento econômico, sugerindo modelos alternativos, e reúne 20 notáveis jovens defensores dos direitos humanos de todo o continente africano na Bolsa de Valores de Johanesburgo como parte de um diálogo em forma de mesa redonda sobre prestação de contas das empresas na vida social e econômica da juventude da África.

“A juventude da África está à margem, há muito tempo, das iniciativas e dos debates relacionados com o desenvolvimento de seu próprio continente. Foram meros observadores enquanto as empresas multinacionais dividiam e compartilhavam o saque da África com a aprovação de seus governos, e se sentiram excessivamente impotentes e, em muitos casos, muito desinteressados para intervir. Os jovens, despossuídos e desapoderados dizem #AfricaNot4Sale [África não está à venda]”, afirmou Simphiwe Dana, premiada cantora sul-africana e passional ativista por justiça social e econômica, que é embaixadora da #AfricaNot4Sale.

Os participantes da mesa redonda têm diversas origens e procedem de diferentes setores que abrangem todas as sub-regiões do continente africano. Vêm do Quênia, Maurício, Senegal, Gana, Nigéria, Egito e outros lugares, representando bases consolidadas de jovens em seus respectivos países, e se destacam por sua atividade em questões de direitos humanos. Os participantes têm entre 20 e 30 anos de idade.

Esta reunião, impulsionada por jovens, tem como objetivo desconstruir a narrativa “Africa Rising” usando a perspectiva dos direitos humanos para trazer à luz as contradições do crescimento econômico em relação com o desemprego jovem, o avanço da pobreza jovem e o aumento das desigualdades entre jovens.

“Apesar da euforia que rodeava as projeções de crescimento da África nos últimos anos, as desigualdades – alimentadas pelas elevadas taxas de desemprego e a pobreza profundamente arraigada – continuam prejudicando o bem estar social e econômico da juventude em toda a região. Esta situação é inaceitável e tem repercussões de grande alcance para os direitos humanos e as liberdades fundamentais”, afirmou Edward Ndopu, coordenador regional de Ativismo e Juventude para a África da Anistia Internacional.

A África é a região do mundo com maior população jovem. Segundo a Comissão Econômica para a África das Nações Unidas, a média de idade na região é de 19,7 anos. Este dado contrasta claramente com a média mundial, que é de 30,4 anos. Apesar de constituir uma proporção tão ampla da população da África, as pessoas jovens continuam, em grande medida, excluídas e desfavorecidas em relação aos direitos sociais e econômicos.

“Africa Rising” e outros modelos de desenvolvimento econômico tendem a ignorar a precariedade da situação de muitas pessoas jovens em toda a região. Por exemplo, segundo a African Economic Outlook, em média, mais de 70% da juventude da África vive com menos de 2 dólares estadunidenses por dia, quantidade que constitui o umbral da pobreza internacionalmente definido. Ao mesmo tempo, a África supostamente conta com 7 das 10 economias que registraram o mais rápido crescimento do mundo.

“Há um claro desencontro com ‘Africa Rising’, que – francamente – se converteu em uma narrativa certamente desgastada e divorciada da realidade socioeconômica in loco. Isto, obviamente, esboça a questão: para quem a África está se levantando? A resposta, acreditamos, deve nos levar invariavelmente a um diálogo profundamente crítico e matizado sobre o papel dos protagonistas estatais e não estatais na perpetuação do status quo”, afirmou Edward Ndopu.

#AfricaNot4Sale

Informação complementar

O objetivo principal da Mesa Redonda da Juventude da África, que ocorre na Bolsa de Valores de Johanesburgo na sexta (10) e Academia de Dirigentes Africanos no sábado (11) foi gerar cinco recomendações que serão levadas ao Fórum Econômico Mundial sobre a África em junho de 2015 como parte da campanha #AfricaNot4Sale de âmbito continental em prol da prestação de contas das empresas na vida social e econômica da juventude da África.

Voluntariado em Angola

Existem no país cerca de 300 Organizações não-governamentais (ONG) locais, registadas em Angola e mais de 120 estão activas, implementando projectos. As ONGs locais são muito pequenas com dois/três empregados pagos e uma média de seis voluntários em tempo parcial. Entre as maiores ONGs que trabalham com voluntários destacam-se a Cruz Vermelha Angolana, Caritas Angola (duas ONGs locais que derivam de Comissões/Congregações internacionais) e ADRA (uma ONG local que está ligada à agricultura). Estas são as maiores, com mais de 100 voluntários entre os colaboradores. A presença das igrejas, católicas e protestantes, bem estabilizadas desde há muito tempo também ajudaram a erguer uma cultura de solidariedade, caridade e voluntariado, baseada num acto de livre vontade dos Angolanos em apoiar a sua população. Por outro lado, as tradicionais organizações da sociedade baseadas na solidariedade entre a comunidade facilitaram a cultura do voluntariado especialmente nas áreas rurais. Assim, nas províncias, a maioria das organizações locais está a usar o voluntariado para ajudar camponeses com campanhas para a promoção dos direitos humanos, reintegração daqueles que voltam e redução do analfabetismo.

As associações locais de moradores, que fazem trabalho voluntário para melhorar as condições da vizinhança, são cada vez mais populares. Os voluntários ajudam as organizações, religiosas e não religiosas, a identificar casos mais difíceis de pessoas marginalizadas que precisam de assistência imediata.

Sectores do Voluntariado em Angola

É possível identificar quatro principais sectores nos quais está focado o voluntariado em Angola.

  • Transmissão de Conhecimento
  • Construção de Infra-estruturas
  • Segurança Alimentar
  • Formação

A campanha de transmissão inclui inúmeros projectos de cuidados de saúde, riquezas da terra, direitos humanos e géneros. A construção de infra-estruturas comunitárias está relacionada com pequenos projectos de reconstrução ou construção de espaços comuns utilizados pela comunidade, tais como escolas e hospitais. A segurança alimentar consiste em projectos com uma grande componente de distribuição de comida e sementes, bem como iniciativas de microcrédito. A formação diz respeito especialmente aos jovens e é muito concentrada no sector da formação profissional.

Perfil dos Voluntários

10961936_784401768281829_1668313415_nPodemos definir o perfil dos voluntários que actuam em Angola em cinco grandes grupos.

– O primeiro grupo é constituído por técnicos profissionais com uma variedade de especialidades, desde TI ao planeamento urbano e mecanização especializada. Os técnicos prestam voluntariado em todos os sectores mencionados acima, de acordo com a sua especialização. Particularmente importante é a sua contribuição na capacidade de instrução profissional e construção de infra-estruturas.

– O segundo grande grupo de voluntários pertence ao pessoal médico (enfermeiras, médicos) que trabalham muitas vezes em campanhas de sensibilização para prevenção de doenças, caso da Cólera ou SIDA, para além da prestação de cuidados de saúde.

– Os jovens são o terceiro grupo de voluntários. Prestam voluntariado nas campanhas de conhecimento, principalmente através de actividades culturais (música, teatro, etc.). Os jovens voluntários trabalham bastante com a população das áreas marginalizadas para prestar apoio em áreas como os direitos humanos, HIV-SIDA e prevenção de violência.

– O quarto grupo de voluntários é constituído pelos chefes comunitários que estão envolvidos na assistência social, protecção da comunidade, coordenação, reconstrução de infra-estruturas, etc.

– O quinto grupo de voluntários é o dos professores que trabalham nos projectos de alfabetização. Tanto os professores governamentais como o povo com estudos académicos podem ser voluntários dentro das ONGs depois das horas oficiais.

Principais Organizações a Actuar em Angola

Existem diversas organizações a actuar em Angola. Entre as principais organizações internacionais podemos encontrar a UNICEF (Fundo para as Crianças das Nações Unidas), PAM (Programa Alimentar Mundial), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Entre as organizações locais podemos destacar, mais uma vez, a Cruz Vermelha Angolana e a Amega, a Igreja Cristã União Espírito Santo, e a Associação Muari Nda e o Centro de Cooperação e Desenvolvimento. 

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Escrito Por: Hugo Gomes

Leadership Business Consulting, SA

Luanda | Angola

Disponivel em: http://beta.networkcontacto.com/visaocontacto/Lists/Posts/Post.aspx?ID=1052

Voluntariado: Fazer o bem vicia

Meu aniversário se aproxima, e estive pensando nas escolhas que fiz, nos planos que tenho e nos defeitos que preciso trabalhar para ser cada dia melhor. A partir dessas reflexões, olhei pela janela do meu quarto e vi pássaros cantando sob o céu nublado, pensei nas pessoas do meu bairro, da minha cidade, do meu país, e lembrei que o mundo é incrivelmente composto por pessoas diferentes, da moça que precisa de um tempo para ficar sozinha e pensar na vida, ao senhor que gosta de comida japonesa, adora ouvir piadas sem graça e não tolera ciúmes. O planeta Terra é assim, cheio de gente diferente.

Entre todas essas diferenças, me perguntei: “o que leva alguém a escolher o voluntariado como parte de sua vida?”, decerto, se eu fizesse esse questionamento a dez pessoas, cada uma me daria uma resposta, e no final, o resultado seria o mesmo: Um monte de gente bem intencionada, que quer de algum modo auxiliar outros cidadãos em diversas realidades, seja levando conforto para pessoas presas ou criando projetos que visam capacitar e gerar renda para jovens na África.

O mundo muda a cada segundo, quando alguém diz sim à revolução contra a comodidade e o conforto da rotina, isso não significa que ter uma rotina seja ruim, pelo contrário, ela é necessária e saudável quando permite prever o que será feito, em cada horário e de que modo; me refiro à atitude de declarar guerra ao impulso que sentimos de viver cada dia pensando em diversos assuntos, embora nenhum deles se relacione com o auxílio ao próximo. Logicamente em respeito ao direito à liberdade de escolha, não tenho o intuito de ofender aqueles que se enquadram na situação descrita acima, longe de mim. Apenas me sinto contente ao perceber a mudança diária do mundo quando boas ações são feitas.

Uma das coisas que me deixa extremamente feliz é fazer boas escolhas, desde uma roupa que comprei até um convívio harmônico com meu namorado. E uma das melhores escolhas que fiz na minha vida, foi feita quando notei que existiam pessoas com necessidades de roupa, de atenção, de estudo, de amor. A partir daí, decidi visitar idosos, uma vez no mês, e pensei comigo mesma: “Que bem farei a eles, terão uma companhia para rir e conversar, mesmo que breve”. Logo nos primeiros meses, percebi como eu estava enganada, a atenção que eu dava àquelas pessoas, fazia muito bem a elas, mas, sobretudo, serviu de alimento à minha alma. Um gesto simples, feito com desprendimento, mostrou-me que posso ir muito além de onde estou hoje, pode transformar vidas de pessoas que nem conheço e pode servir de cura para o egoísmo e a necessidade de ser sempre o centro das atenções. A partir daquele dia, notei que o voluntariado, feito dentro de nossas condições e de coração aberto gera uma corrente de bom humor e esperança; eu estou bem hoje, quando você termina de ler este texto seu humor está ótimo, sua mãe, seu pai, seus amigos serão contagiados por você e assim o mundo será transformado. Talvez este processo seja lento (e sonhador), mas sinto uma sensação muito boa ao imaginar esta corrente de solidariedade se espalhando.

Se boas emoções podem contagiar, imagine como será revolucionário se nossos amigos e parentes descobrirem que o voluntariado faz bem à saúde do coração e da alma? Com um detalhe: essa saúde será para quem estende a mão e para quem recebe apoio. Logo, teremos notícias de pessoas que foram curadas da depressão, do estresse, do mau humor (sem fim às vezes), por terem oferecido uma mão amiga a um novo amigo. Vale lembrar, no entanto, que os benefícios do trabalho voluntário são notados gradualmente, num processo que pode levar meses ou anos. A “cura” não ocorre de um momento para o outro, mas começa no instante em que decido por me libertar das garras da mesmice.

Existem ainda, doenças que não tem cura, mas com os modernos inventos da ciência é possível conviver com elas e ter qualidade de vida; do mesmo modo, tenho citado o trabalho voluntário como um meio poderoso de gerar bem estar, mas ele não garante a destruição de nossas angústias emocionais, talvez, como em uma doença incurável, elas permaneçam conosco, mas com certeza, auxiliar ao próximo nos mostrará que temos muitos motivos para agradecer e que a situação em que nos encontramos hoje, poderia ser pior, então, o melhor mesmo é diariamente, cultivar a alegria.

Meu aniversário se aproxima, e após muito refletir (como vocês devem ter notado), concluo que aprendi muitas coisas, fiz muitos planos e tive um número equivalente de erros e acertos. Ganhei diversos presentes ao longo deste tempo, mas sem dúvidas, um dos melhores, foram os amigos que ganhei (inclusive através do trabalho voluntário) e que me mostraram que conheço pouco da vida, mas se abrir meu coração, entre erros e acertos, ela pode ser cada dia melhor.

 

Thaiene Rodrigues

Estudante de Enfermagem

Hobby: Ler, pedalar e inventar

Hoje sou voluntaria blogueira do projeto UBUNTU!

Voluntariado como estilo de vida

“Há alguns dias eu estava sapeando os canais na TV e me deparei com a reportagem que contava a história de Heitor (vamos dá-lo esse pseudônimo), um deficiente físico que por conta de uma paralisia infantil perdeu o movimento das pernas. Cadeirante, com 30 anos Heitor mora sozinho, lida com as obrigações diárias (cozinha, lava, passa e etc) sozinho, e vive em um bairro da periferia. A história tinha tudo para um teor triste, mas era na verdade, um conto sobre a simplicidade de um homem e de um coração e um exemplo de vida a ser copiado, Heitor é voluntário em um hospital e 3 vezes por semana, sai de casa as 5 da manhã, e enfrenta a duras penas, 3 coletivos pra ir, e 3 pra voltar para tentar melhorar a vida das pessoas que estão no hospital e dos familiares que estão sob a atmosfera de dor e a incerteza que sempre pairam em um ambiente hospitalar, dentro desse cenário, Heitor é o pontinho de esperança muito bem vindo. A minha intenção não é que o texto soe apelativo, pois os contra-argumentos seriam válidos, por exemplo, algumas pessoas diriam que ele faz isso porque recebe aposentadoria e não tem que trabalhar, outros diriam que é pra vencer o tédio, não são argumentos sólidos mas ainda sim são argumentos. Por hora deixemos os argumentos e vamos pensar no que ele decidiu para a vida, decidiu ser voluntário, viver pro outro, sem prêmio ou recompensa material, apenas decidiu, deixando de lado o porque ele faz, acho delicioso apenas pensar que ele faz, e o faz com alvoluntaridoamoregria. O voluntariado é uma pequena chama que apenas ainda não foi acesa nos corações, quando você descobre que pode ser útil na vida de alguém que não tem mais ninguém, ou que só pôde contar com você, exatamente porque você se dispôs, isso te faz enxergar o mundo de uma forma diferente, o voluntariado não é pra ser um ato de promoção da autoimagem, mas sim de promoção da voz para aqueles que não tem voz, de dar visibilidade aqueles que estão invisíveis mesmo ( e na maioria das vezes) ao nosso lado, o voluntariado é se expor pra que os paralisados e engessados pelo medo, pela dor e desespero possam dar um passo em direção à esperança.

Esse é um trabalho para pessoas de coragem, pessoas que estão acostumadas a “dar de cara” o sofrimento mas não parar diante dele, esse é um trabalho para os que estão dispostos a dar a mão, o corpo e o coração, para aqueles que não tem chance. Este é um trabalho para aqueles que tem alma nobre, que não se conformam com a injustiça, esse é um trabalho para aqueles que buscam uma alma livre de preconceitos.

Eu sempre pensei que a vida precisasse de um sentido, e sempre achei que o sentido tinha que ser extraordinário, e eu descobri na verdade que o sentido é simples. O sentido é na verdade dar sentido a vida de alguém.

C.S. Lewis disse uma vez que o sofrimento prepara pessoas comuns para destinos extraordinários, talvez você possa descobrir quem são essas pessoas comuns, talvez você seja uma dessas pessoas comuns. Que você possa cantar a esperança no coração de alguém, ainda que a canção seja sem notas musicais, ou um vocal afinado, mas pra tocar um coração, só é necessário também ter um, e dispor a vida por isso.

Um dos meus versículos bíblicos preferidos diz: “Assim, permanecem agora esses três: a fé, a esperança, e o amor. O maior deles porém, é o amor…” I coríntios 13:13

Eis a simples receita pra um voluntario perfeito, Fé, acredite nas pessoas, acredite que realidades podem mudar, acredite em você, que você pode mudar, e que você pode mudar realidades, nunca perca a esperança, ensine esperança, mostre as pessoas que a esperança pode mudar tudo, e por fim AME, ame o que faz, ame as pessoas por quem faz, ame viver amor, pois o amor é paciente, o amor é benigno, o amor não busca os próprios interesses. O amor é o sentido. Eu espero que 2015 seja um ano em que seu coração, queime pra se voluntariar, não só a um projeto, ONG, ou instituição, mas voluntariar-se em favor da vida e do amor!”

 

Indira Raicy é estudante de psicologia e voluntária do Projeto Ubuntu

 

 

Programa Embaixodores Ubuntu -Angola

COMO FUNCIONA O PROGRAMA DE EMBAIXADORES?

O embaixador será uma extensão do nosso projeto na sua cidade, bairro, universidade e grupo de convivência. Além de entrar para a história do projeto UBUNUTU, ter o selo de Embaixador no seu perfil e um grupo exclusivo, existem outras vantagens e possibilidades de atuação para um Embaixador: porem o que buscamos mesmo são pessoas que estejam dispostas a nos ajudarem a disseminar nosso conceito de impacto social em Angola

Nosso calendário do primeiro semestre do ano:

1. Março – inicio do curso de empreendedores sociais;

2. Abril – Participação no VOCARE – Maringa;

3. Maio – realização do African Day (22 de Maio) e lançamento do Livro (surpresa ;)…

4. Junho – Interação com os embaixadores do Togo e Gana;

5. Julho – Supervisão da Escola em Kalungo e participação do Forum internacional de jovens  Russia;

Entre em contato

projetoubuntuangola@hotmail.com

Voluntário virtual: da paquera ao casamento

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Música indicada para acompanhar a leitura do post: Eric Clapton – Change The World

A internet é um meio poderoso de comunicação. Permite encontros que em outra época seriam impossíveis e proporciona a transmissão rápida de informações que antes demandariam muito tempo. Graças a este avanço tecnológico podemos acompanhar o que acontece no mundo inteiro e até mesmo colaborar por uma sociedade melhor através das novas formas de engajamento social que surgem frequentemente, basta estar conectado.

O Instituto C&A, referência em voluntariado empresarial, afirma que o voluntariado é “uma construção entre seres humanos que estão num mesmo plano e são capazes de somar competências para superar desafios.” [1]

Como um casal que percorre a trilha paquera-namoro-casamento, assim é estabelecida a parceria através do voluntariado.

Tudo começa na paquera, algo cativa a nossa admiração então nos aproximamos de modo cortês, despretensioso, desejando apenas conhecer um pouquinho mais, mas sem compromisso algum. A não ser que você tenha caído de pára-quedas em nosso artigo, eu asseguro que seu nível de envolvimento com o Projeto Ubuntu é no mínimo o de paquera. Este era o meu quando ouvi a desafiadora pergunta:

“De que forma você poderia usar seu talento profissional para servir a Deus?”

Confesso que fui pega de surpresa e no momento dei uma resposta superficial. Mesmo sendo cristã eu nunca havia imaginado que minhas habilidades na área criativa pudessem ser tão úteis. Deste então me pergunto o mesmo diariamente e com o passar do tempo descubro novas maneiras e meios de servir. Este exercício me ajudou a compreender melhor qual é o meu papel na sociedade. Foi assim que eu encontrei no Projeto Ubuntu um lugar como voluntária virtual.

O campo para o voluntariado virtual é amplo, vai desde compartilhamentos em redes sociais até o desenvolvimento de um site, tradução ou revisão de textos.

Também podemos citar: redação de contratos; assessoria jurídica; identificação de fontes de apoio e captação de recursos; banco de dados; coleta de informações; elaboração de campanhas; design gráfico; monitoramento de mídia social; podcasting; vídeos; etc.

O que faz o seu coração vibrar? Tente imaginar como o seu tempo e habilidades podem ser dedicados para juntos construirmos, no âmbito virtual, uma relação estruturada capaz de enfrentar e vencer problemas. Certamente sua resposta será o indicador de como você servirá melhor.

Este período de busca é semelhante ao namoro. Depende de várias condições para ser bem-sucedido. Nele observamos as possibilidades de uma futura aliança. Deve haver interesses em comum e uma soma positiva de qualidades individuais para se formalizar o compromisso.

O casamento acontece após uma decisão conjunta de se unir forças. Ele traz mudança significativa na vida daqueles que optaram pelo “sim”.  Gosto da filosofia africana Ubuntu, pois, ela nos ensina o valor destas alianças e a importância das pessoas se relacionarem umas com as outras.

Através do trabalho voluntário como Designer Gráfico no Projeto Ubuntu, posso somar minhas habilidades com as habilidades de diferentes pessoas, utilizando assim o capital humano para contribuir tanto para a comunidade onde estou inserida quanto para países que estão a um Atlântico de mim num continente que tanto amo, a África.

O que recebo em troca não é aquele sentimento de “dever cumprido”, mas sim o de ser humana. A rica oportunidade de conhecer e interagir com pessoas incríveis que estão casadas com o mesmo propósito, ser e fazer a diferença que nosso mundo precisa. Muitas vezes precisamos apenas de uma pergunta simples que sacuda a nossa mente.

De que forma você poderia usar seu talento profissional para servir a Deus?

[1] “Voluntariado: um convite à participação social”, página 114.

 

Escrito por: Monick Pietrobon

 

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UBUNTU NEWS

1ªEdição    Novembro/2014

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Força jovem para transformar

 

O Projeto Ubuntu nasceu no coração do jovem angolano Ernesto Feliciano no desejo de ver uma Angola melhor, uma África melhor, um mundo melhor. Estudante de pedagogia,empreendedor social, cristão, estudando em terras brasileiras desde 2012 na Unievangélica,  encontrou fôlego para dar inicio a um sonho: Criar um projeto para empoderar jovens africanos para transformação social em suas Ernesto Felicianocomunidades através de atividades de mobilização e capacitação em parcerias.

Desde abril, mês de fundação, o projeto vem ganhando o coração dos brasileiros. Jovens, ONG’s, igrejas, centros universitários, tem apoiado o projeto afim de alcançar os objetivos além mar.

No mês de Agosto em parceria com o Núcleo de Assuntos Internacionais da UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis-GO, aconteceu o Fórum África, com a presença de diversos embaixadores africanos. O Projeto Ubuntu espera apoiar e promover mais eventos.

Jovens corajosos tem dado os primeiros passos de divulgação do Projeto em Angola e Togo, incentivando os jovens a usarem seus talentos para transformar seus países. Em janeiro de 2015 o Projeto Ubuntu realizará seu primeiro treinamento para jovens angolanos, em parceria com o Programa de Voluntariado na Aldeia SOS de crianças. Você pode participar deste intercâmbio indo até Angola ou fazendo doações (notebooks, valor de traslado,etc).

Acesse nosso blog e conheça um pouco mais de nossa história, nossa missão e trabalho. Veja também as formas de parceria[clique aqui].

Convidamos você a sonhar conosco!

#SomosUbuntu



No dia 11 de outubro, o jovem angolano Amândio Cauende fez um apresentação do Projeto Ubuntu para 50 jovens na Igreja Congregacional do bairro Sofrio.

Aqui você pode ver um vídeo: Clique aqui

Jovens brasileiros tem trabalhado voluntariamente no projeto com divulgação e parcerias. Eles tem lançado desafios, incentivado o empreendedorismo social e gerado uma importante base para o projeto. Em setembro o projeto ganhou imagem da marca, criado pela designer  Monick Pietrobon.

No Togo, Jeremies Pimizi está liderando uma equipe de aproximadamente 10 jovens, com o apoio do grupo de coordenação no Brasil. O próximo alvo será um curso online para capacitar o grupo em fevereiro de 2015 e a realização de um fórum sobre empreendedorismo social em Julho de 2015.

  Dica Ubuntu

  • Intercambio em janeiro de 2015 na Aldeia de Crianças SOS Angola.  Saiba mais.
  • Você sabe programar e hospedar sites através da plataforma wordpress.org? Venha ser nosso voluntário!
  • Você tem habilidades para fazer mapeamento de organizações e incubadoras para parcerias nos países africanos (online e/ou local)? Sua parceria voluntária poderá nos ajudar!
  • Você pode ser parceiro nessa caminhada, contribuindo financeiramente ou com seu trabalho voluntário.
Manda um email pra gente: projetoubuntu@hotmail.com
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Angola 2015

Programa Internacional de voluntariado “SOS Angola 2015”.

VISÃO GERAL
Temos o prazer de anunciar que nos dias 08 a 24 de Janeiro de 2014 Será realizado um intercambio de trabalho voluntário nas Aldeias SOS de crianças de Angola (Benguela, Lubango e Huambo) aonde serão atendidas as crianças da aldeia bem as famílias apoiadas pela SOS, desta forma realizaremos diversas atividades de carácter educativas e recreativas com estas crianças.

Detalhes

Este intercambio reunirá participantes jovens, cheios de energia para trabalharem juntos em prol do bem estar das crianças que a SOS apoia em Angola. Um total de 60 jovens de diversos lugares do mundo serão selecionados como participantes deste intercambio. 30 lugares serão destinados a participantes internacionais e 30 lugares serão atribuídos aos participantes angolanos.
Descrição do candidato ideal: Para estes 30 lugares no intercambio, os critérios de elegibilidade são os seguintes:
• Idade: o candidato devera ter entre 18 e 35 anos de idade na época do intercâmbio;
• Estar disposto a trabalhar em equipe;
• Ser submisso a liderança;
• Língua: ter um bom domínio do português ou do Inglês.
Os participantes deverão ser pessoas com experiência na seguintes áreas
: Pedagogia, Psicologia, administração, musica e esportes.
• Ter completado, pelo menos, o Ensino Fundamental;
• Ser saudável física, mental e psicologicamente;

Vagas: 60

Período de realização do projeto: 08 à 24 Janeiro de 2015
Custos: O alojamento e alimentação serão custeados pela organização, (alojamento partilhado com os outros participantes do mesmo sexo) e as refeições ocasionalmente serão comidas tipicas de Angola.

OBS: O Transporte local e as passagens aéreas são responsabilidade de cada participante, os participantes também serão responsáveis em pagar o valor necessário para o visto.

O que será desenvolvido
:
De segunda a sexta feira, por duas semanas (12-16 e 19-23 de Janeiro de 2015) realizaremos atividades diversas de reforço escolar com as crianças nomeadamente em Matemática, Português e Ciências além disso também realizaremos atividades recreativas e/ou projetos pedagógicos educativos de curta duração. Oficinas de musicas; canto e instrumentos musicais.
Esportes: kidsgames – estes são atividades esportivas que serão realizadas no prazo de 10 dias, 2.5 horas por dia (mais detalhes serão dados aos candidatos que forem selecionados).

 

CONTATO PARA INSCRIÇÃO: ernestlukas@hotmail.com

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